Dourados: Epidemia de Chikungunya recua nas aldeias com ações coordenadas pelo COE
Números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apontam o recuo da epidemia nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde as equipes de saúde condernadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) atuam na atenção primária. Ainda assim, a situação segue preocupante e tanto as equipes de saúde, quanto de combate às endemias e de recolhimento de resíduos sólidos, continuam atuando com força total na Reserva Indígena.
Os trabalhos seguem as diretrizes do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para vencer o avanço da doença. “Esse recuo é resultado das ações firmes definidas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, sobretudo, os decretos de emergência e calamidade que possibilitaram reforço na atenção de saúde, mutirão de limpeza, contratação de mais profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya em toda rede básica”, analisa Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.
A redução no número de casos pode ser medida pela queda no volume de notificações e de atendimentos a pacientes com sintomas da Chikungunya. Nesta segunda-feira (4), por exemplo, a Equipe 2 que atua na Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e encontrou 4 pessoas com sintomas da fase aguda da doença, ou seja, entre 1 e 14 dias dos primeiros sintomas. Foram identificados ainda 6 pacientes com sintomas da fase e sub aguda, que vai de 15 a 90 dias após o surgimento da doença e nenhum paciente com sintomas da fase crônica, que é aquela superior a 90 dias dos primeiros sintomas. A Equipe 1 da Aldeia Bororó também não preciso recolher nenhum paciente para unidade hospitar ou realizar busca ativa de pessoas com sintomas da doença.
Já a Equipe 1, que atua na Aldeia Jaguapiru, realizou nesta segunda-feira 82 consultas clínicas e identificou 3 pacientes com sintomas da fase aguda da Chikungunya, 8 com sintomas da fase sub aguda e 1 com sintomas da fase crônica. A equipe também não precisou realizar nenhuma remoção para hospitais do município e coletou 3 amostras para exames PCR.
A Equipe 2, que também atua na Aldeia Jaguapiru, realizou 29 consultas nesta segunda-feira (4) e não identificou nenhum paciente com sintomas da fase aguda da Chikungunya. Foram atendidos 5 pacientes com sintomas da fase sub aguda e 1 paciente com sintomas da fase crônica. Também não foi realizada nenhuma remoção de paciente para os hospitais do município.
A equipe que atuou no assentamento Nhuvera, que fica dentro da Reserva Indígena, realizou 29 consultas clínicas e não identificou nenhum paciente com sintomas da fase aguda da Chikungunya. Foram atendimentos 3 pacientes com sintomas da fase sub aguda e não houve necessidade de fazer remoção para hospital.
Informe Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (5) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública aponta que até o momento foram realizadas 3.141 notificações para casos suspeitos de Chikungunya na Reserva Indígena, com 2.418 casos prováveis, 2.071 casos confirmados, 723 casos descartados e 347 casos em investigação.
A sinalização que a Chikungunya ainda está presente em Dourados é que o município tem nesta terça-feira 35 pacientes internados em razão de complicações pela doença, sendo 1 paciente no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 18 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Cassems, 7 no Hospital Regional, 2 no Hospital Unimed, 3 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.
LIMPEZA DA ALDEIA
Até esta terça-feira (5), as equipes que formam o mutirão de recolhimento de resíduos sólidos em toda extensão da Reserva Indigena de Dourados, tinham coletado 250 toneladas de lixo. A ação tem como foco eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika, em uma força-tarefa que envolve Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).
Os trabalhos seguem diretrizes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, bem como fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya.
