Dia das Crianças deve movimentar R$ 240 milhões no comércio de Campo Grande
O Dia das Crianças deve colocar cerca de R$ 240 milhões em circulação no comércio e nos serviços de Campo Grande, segundo estimativa da CDL Campo Grande. Para chegar ao número, a entidade ouviu 210 consumidores nas sete regiões urbanas da cidade. No país, a projeção passa de R$ 18 bilhões.
Cada consumidor de Campo Grande deve gastar, em média, R$ 295 com a data: R$ 195 em presentes e R$ 100 em passeios e confraternização. A média nacional é de R$ 308. “O campo-grandense vai comprar presente, mas compara preço antes. Ele está com a calculadora na mão e escolhe com cuidado onde deixa o dinheiro”, afirma o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo.
O levantamento mostra que o perfil de compra muda de uma região para outra. No Prosa, onde ficam os shoppings e a renda é maior, a procura vai para eletrônicos, brinquedos de marca e passeios, e o cliente aceita pagar mais pela comodidade. No Anhanduizinho, região mais populosa, as famílias priorizam roupas, calçados e brinquedos mais baratos, e a loja do bairro ganha pela proximidade.
No Centro, o consumidor chega depois de pesquisar no celular e entra disposto a negociar. Já no Bandeira, puxado pelo comércio das Moreninhas, e no Imbirussu, ao longo da Júlio de Castilho, pesa a relação com o lojista conhecido do bairro. Segredo e Lagoa concentram quem procura presente útil, como o tênis para a escola ou um jogo que vários irmãos usam juntos.
“O lojista precisa saber quem passa na calçada dele. O cliente do Prosa não compra do mesmo jeito que o do Anhanduizinho”, diz Adelaido.
Para a data, a CDL orienta o comerciante a facilitar o pagamento. A pesquisa nacional indica que a maioria pretende pagar à vista, com destaque para o Pix, então a chave e o QR Code precisam ficar visíveis no balcão e a maquininha precisa de internet estável. Cliente esperando o pagamento passar segura a fila e pode desistir da compra.
O parcelamento no cartão de crédito ou no crediário próprio também pode render mais venda. Com R$ 195 de gasto médio só em presentes e mais de dois presentes por pessoa, dividir o valor permite levar o brinquedo do filho e o do afilhado sem apertar o orçamento do mês. “Deixe escrito no balcão e na vitrine em quantas vezes dá para parcelar e a partir de que valor é sem juros. Muita gente não pergunta e acaba levando menos”, orienta o presidente. Para quem tem crediário próprio, há outro ganho: o cliente volta à loja para pagar cada parcela e vê o que chegou para o Natal.
A média de mais de dois presentes por pessoa também pede atenção do vendedor. Quem entra para comprar para o filho costuma ter sobrinho ou afilhado na lista, e uma sugestão de menor valor oferecida no balcão pode fechar a segunda venda.
A loja física ainda leva vantagem por entregar na hora, sem o risco de atraso das compras por aplicativo às vésperas do feriado. Em dia de movimento, a orientação é que todo mundo da equipe ajude no atendimento, do estoque ao caixa. “Quem não vende, ajuda a vender. O cliente bem atendido agora é o mesmo que volta em dezembro”, diz Adelaido.
