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Campanha de multivacinação reacende alerta para histórico médico disperso das famílias

A campanha nacional de multivacinação, em andamento até 1º de setembro, com Dia D neste dia 22 de agosto, visa atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e mira doenças que seguem circulando ou preocupam o sistema de saúde, como sarampo, pneumonias e meningites. Mas de acordo com a MYME, healthtech brasileira, a campanha pode ser mais do que mobilização para a imunização..

A campanha de multivacinação também abre espaço para um olhar mais amplo sobre o histórico de saúde. Além de manter a carteira vacinal em dia, reunir em um único lugar informações sobre exames, consultas, medicamentos, sintomas e outros registros ajuda a construir uma visão mais completa da trajetória do paciente. Com esses dados organizados ao longo do tempo, médicos e outros profissionais de saúde ganham mais contexto para o acompanhamento, enquanto novas tecnologias, como ferramentas de inteligência artificial, podem ampliar a capacidade de análise dessas informações.

Para Lucas Santiago, cofundador da MYME, esse é justamente o ponto em que campanhas de vacinação podem ser usadas para um efeito mais amplo. “Essa mobilização pode ser uma oportunidade para a família organizar não só a carteira vacinal, mas todo o histórico médico de cada pessoa”, comenta. “Informações perdidas podem atrasar o início do cuidado, representando um risco para a saúde”, alerta. A MYME conta com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e seus dependentes.

Santiago aponta como ainda vivemos num cenário em que a saúde depende, em grande medida, da memória dos pacientes. “Muita gente só percebe a importância de ter o histórico organizado quando está no pronto-atendimento, passando mal ou prestes a fazer uma cirurgia. Nessa hora, ter todos os documentos em mãos faz toda a diferença”, diz.

A MYME foi criada para guardar esse conjunto de informações em uma linha do tempo compartilhável com profissionais, instituições de saúde, familiares e cuidadores. A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e permite organizar dados por categorias como sintomas, exames, consulta médica, medicação e vacinação. Saúde contínua exige registro contínuo, afirma Santiago.

Como a MYME funciona – Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link.

“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).

Segurança de dados – A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.

Complementar ao Meu SUS Digital – A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel.

(Por Fernanda Brabo, da assessoria)

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