8 de março, de sangue e morte: Dia de luto e de luta contra violências à mulher



A força física diferenciada não significa supremacia sobre outro ser, não dando autorização para torturar ou tirar a vida da outra pessoa. As agressões contra as mulheres, em todas as suas formas, traz neste 8 de março de 2026 chama a uma reflexão de todos os homens que se dizem humanos.
O espectro atual de mortes contra as mulheres faz resplandecer uma cultura de ódio, de não aceitar que ela pense e seja protagonista de sua própria vida.
A escalada de crimes revela o nefasto sentimento de controle, que enxerga a mulher como serviçal e objeto sexual, para satisfação de seus desejos ou para arrastar cargas pesadas com mais de três jornadas de trabalho diárias, enquanto o homem, muitas vezes, não faz bem nem a sua, de protetor, companheiro e de pai.
Não dá para disfarçar e nem imputar crimes a comportamento e vestimenta. A tara pela submissão leva ao crime e, quem prega ou apóia, responde pela co-autoria desta brutalidade.
Os números são claros: No Mato Grosso do Sul, um dos menores em população no Brasil, o registro somente nos primeiros dois meses do ano é de um feminicídio por semana, sendo que no país, em 2025, foram mais de cinco mortes por dia. Seis em cada 10 mulheres assassinadas (60% ou mais) eram negras, enquanto a maioria dos crimes (8 em 10) ocorre dentro de casa e é praticada por parceiros ou ex-parceiros.
Este quadro de violência está bem longe do mundo cor-de-rosa e revela a flor frágil em constante perigo, praticado por quem insiste na cultura atrasada do padecer no paraíso. A cor amena atribuída ao feminino está manchada de sangue, derramado por quem deveria proteger.
Pelas morte diárias, o 8 de março é dia de luto e de luta contra o machismo que pratica violências e que continua matando as mulheres no Brasil e no mundo.
